Apagão de mão de obra no Brasil: o papel do setor de carreiras da IES para reverter o quadro

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Muito se tem falado, de fato, sobre a devastação sem precedentes que a pandemia de Covid-19 causou na educação, na economia, na saúde e nos demais setores, acentuada também pela crise política. 

 

O reflexo deste revés ainda deve ecoar a curto, médio e longo prazo, sem dúvida. Naturalmente, o mercado de trabalho vem no mesmo balaio, a exemplo do apagão de mão de obra qualificada. 

 

Em que pé está a falta de oferta de mão de obra no Brasil?

 

Não é de hoje que tal fato é uma questão no Brasil. Acontece que somado ao impacto da pandemia na educação (ensino médio e superior, principalmente), pesa também o avanço da digitalização dos negócios e a mudança no perfil do trabalhador do século 21, segundo especialistas. 

 

Fatores que contextualizam o grande paradoxo que o país vive hoje. Ao passo que quase 15 milhões de brasileiros estão desempregados, sobretudo jovens de 18 a 24 anos, empresas alegam dificuldade para preencher vagas, inclusive de nível técnico e operacional. 

 

Para se ter uma ideia, um estudo do Senai, da UFRGS e da GIZ, agência alemã de cooperação, prevê um gap de 22% apenas na área de tecnologia da informação (TI), que deve seguir como um setor promissor no mercado. 

 

Isto porque estima-se que esta área deve abrir cerca de 140 mil vagas nos próximos dois anos, enquanto “apenas” 109 mil profissionais devem se formar nos cursos de graduação. 

 

A médio prazo (cinco anos), esse gap deve saltar para 35%, aponta Celso Niskier, diretor-presidente da ABMES (Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior).

 

Outras áreas que já enfrentam dificuldade para fechar vagas hoje são operações (37%), finanças e administração (26%), seguida pela comercial (19%), de acordo com dados da Gupy, plataforma de recrutamento e seleção.   

 

Algumas empresas como a Michelin, multinacional francesa de pneus, enxergaram como solução trabalhar diretamente com escolas técnicas e formar a mão de obra qualificada de que necessita em sua produção.

 

Agravantes 

 

Se para o Banco Mundial o mercado de trabalho no Brasil deve sofrer o impacto da pandemia pelos próximos nove anos, o descompasso entre a demanda e a oferta por profissionais é agravada ainda, a longo prazo, pelo recuo da entrada de estudantes nos cursos de graduação. 

 

Um levantamento da ABMES em parceria com a Educa Insights feito com mil estudantes mostrou que 43% daqueles que não tiveram acesso à vacina contra a Covid-19, optaram por adiar o início da graduação para o ano que vem.

 

De qualquer forma, o Banco Mundial afirma que as consequências serão mais intensas para os trabalhadores sem ensino superior, menos qualificados, tanto no Brasil, como no Caribe e em todo o restante da América Latina. 

 

O que já se pode comprovar atualmente. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua e da Confederação Nacional da Indústria indicam que, nos últimos dois anos, foram mais de duas milhões de contratações para vagas que requerem curso superior ou mais, ante queda de 8,2 milhões entre os menos qualificados. 

 

Na outra ponta, outro fator que chama atenção é o crescente desejo de migração dos jovens em virtude deste cenário. Cerca de 47% dos brasileiros que possuem entre 15 e 29 anos sairiam do país se pudessem.

 

O papel da IES neste cenário

 

A qualificação, portanto, segue sendo o caminho das pedras para atravessar este período. É importante entender que, invariavelmente, alguns empregos deixarão de existir, mas outros serão criados, havendo a incontestável necessidade de mão de obra qualificada. 

 

Ainda assim, executivos alegam que nem sempre quem tem ensino superior, por exemplo, oferece a experiência necessária. Daí a importância de uma universidade dispor de um setor de carreiras focado em estratégias de empregabilidade. 

 

Como a Symplicity pode fortalecer a IES para reverter o quadro

 

Quando focada em empregabilidade, a área de carreiras da IES busca alinhar-se àquilo que o mercado procura, garantindo que seus alunos se desenvolvam profissionalmente ao oferecer todo o amparo necessário. 

 

Ao implementar ou remanejar esta área de modo estratégico, pode-se estabelecer um relacionamento com diversas empresas e por meio de uma escuta ativa, entender com antecedência as competências exigidas pelo mercado.  

 

É de suma importância que este setor também esteja diretamente ligado ao plano pedagógico. Desta forma, é possível oferecer uma preparação de carreira ainda mais completa e adequada aos alunos e, por que não, também aos egressos

 

A partir do envolvimento dos empregadores no projeto de empregabilidade da IES, e conforme vão acontecendo contratações mais assertivas, eles poderão, por exemplo, priorizar as suas vagas de trabalho à instituição.

 

Por isso é fundamental estar conectado ao mercado, visando o alinhamento das competências aprendidas em aula às demandas do mercado de trabalho. 

 

Assim, os alunos terão acesso a recursos potentes para que consigam se inserir e se estabelecer no mercado de trabalho com a devida qualificação. 

 

A Symplicity é parceira da IES para auxiliar e facilitar não só a implantação, como também a digitalização das estratégias de empregabilidade. 

 

A partir de uma consultoria completa, a Symplicity implementa a central de carreiras ao analisar dados, identificar e estruturar metas, resultados, práticas atuais e desejadas baseando-se em pilares estratégicos.

 

Com o prestigiado software Symplicity CSM, construído a partir de insights das principais instituições do mundo, o diálogo e a integração entre instituição, alunos e empregadores é facilitada.  

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