Assista ao webinar: “Pesquisas e sua importância na coleta de dados de empregabilidade e do mercado de trabalho, no contexto do Ensino Superior”

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Em vista da terceira edição da Pesquisa de Empregabilidade, no último dia 22 de setembro aconteceu mais um webinar da Symplicity, “Pesquisas e sua importância na coleta de dados de empregabilidade e do mercado de trabalho, no contexto do Ensino Superior”. 

A conversa mediada por Gustavo Rattay, consultor estratégico da Symplicity, foi um sucesso e contou com a presença dos seguintes especialistas: 

  • Danilca Galdini, Head de Pesquisa da Cia de Talentos;
  • Rodrigo Capelato, Diretor Executivo de Assuntos Econômicos do Semesp. 

 

Veja os destaques:

Desconexão do mercado de trabalho e o ensino superior

Ao iniciar a conversa, Rattay contextualiza, a partir de dados recentes de alguns dos principais veículos de comunicação no Brasil, a distância entre o mercado de trabalho e as instituições de ensino superior. 

Segundo ele, dentro de uma linha de prioridade das empresas, aproximar-se das IES parece uma realidade ainda distante. Por isso é importante que as instituições de ensino proponham essa conexão com o mercado de trabalho. 

Nesse sentido, é importante entender efetivamente quais as estratégias que as instituições estabelecem para avaliar, de uma forma recorrente, as demandas do mercado de trabalho, para assim oferecer uma orientação profissional mais eficiente. 

“Um ponto importante nessa perspectiva é: além de a instituição conhecer o que é o mercado de trabalho, suas demandas e perspectivas de futuro, o aluno também tem que conhecer essa situação. Ele precisa de informações para uma tomada de decisão assertiva. Que tipo de informação a instituição pode fornecer ao aluno?”, provoca. 

 

Olhar para o futuro: um exercício importante 

Por falar em futuro, Galdini dá sequência na conversa se debruçando nesse conceito. Ela explica que, na Cia de Talentos, acredita-se muito na educação para a carreira e por isso mesmo, estabelece-se a conexão do presente com o futuro.

“A gente olha para o futuro e volta para o presente”, conta. “A pesquisa de empregabilidade que estamos fazendo junto ao Semesp, à Symplicity e ao Infojobs traz um cenário de presente que nos permite olhar para o futuro e entender: quais desses dados a gente quer manter? O que a gente precisa mudar?”. 

Daí a importância das pesquisas. Ainda que não possam ser olhadas como dados absolutos, sempre trazem argumentos e insights, tornando-as uma ferramenta de transformação e impacto, que ajuda a identificar caminhos, entender por onde começar, o que funciona ou não, e por aí vai. 

 

Como as pesquisas fortalecem os atributos da IES 

Capelato destaca dois pontos importantes que beneficiam amplamente as instituições de ensino superior que convidam seus alunos e egressos a participarem da Pesquisa de Empregabilidade.

O primeiro é a possibilidade de repensar os projetos acadêmicos com base no resultado da Pesquisa. Isso porque a avaliação do ensino superior pelo INEP, órgão do Ministério da Educação, tem um viés exclusivamente acadêmico, e não necessariamente sobre a preparação do aluno para o mercado de trabalho.

Então a Pesquisa é muito bem-vinda para tentar diminuir a distância do ensino superior e o mercado. Dessa forma, pode-se co-criar os currículos acadêmicos: a partir dos dados da pesquisa e da aproximação dos empregadores à instituição, analisar o que faz sentido tanto para o projeto acadêmico, quanto para o mercado de trabalho.

A comunicação feita atualmente pelas instituições de ensino para a captação de alunos é o segundo ponto destacado por Capelato. 

 

“A Pesquisa de Empregabilidade pode trazer atributos para a instituição fazer a sua comunicação. Infelizmente, as instituições têm hoje uma comunicação muito padronizada – “maior nota do MEC”, “a mais bem avaliada”, etc -, o que pode fazer com que o aluno opte pela instituição com menor preço, ao invés de optar por aquela que prioriza a formação para o mundo do trabalho, seja acadêmico ou não”, analisa.

Ele adiantou que o Semesp poderá fazer um recorte especial para as instituições que tiverem uma amostra mínima de respostas na Pesquisa deste ano, para fortalecer a divulgação desses dados em sua comunicação. 

“Quanto mais os seus alunos responderem à Pesquisa de Empregabilidade, mais chances a gente tem de poder fazer um recorte relevante”, incentiva. 

 

Assista ao webinar na íntegra

Para assistir ao webinar completo e saber mais dos pontos aqui destacados e outros que foram abordados ao longo da conversa, clique aqui: encurtador.com.br/kpuCE

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