Desemprego: como a IES pode ajudar na colocação profissional dos alunos

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Não é mistério que o Brasil tem enfrentado uma grave crise econômica, potencializada pela pandemia de COVID-19 e as medidas de distanciamento social. Como resultado, o desemprego tem alcançado taxas recorde.

De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a taxa de desemprego ficou em 14,1% em novembro de 2020, o que representa, aproximadamente, 14 milhões de desempregados. A situação é ainda mais preocupante entre os jovens entre 18 e 24 anos. A desocupação atinge 31,4% das pessoas nessa faixa etária.

Esses dados são extremamente preocupantes para as instituições de ensino superior (IES).  Afinal, o desemprego e a queda da renda estão entre as principais causas de evasão e inadimplência no ensino superior.

E como o ensino superior ainda é visto como parte fundamental da construção da carreira profissional, as IES podem ajudar os alunos a superarem as altas taxas de desemprego. Confira neste artigo algumas estratégias e ações para aumentar a empregabilidade e melhorar a capacitação dos estudantes.

Ensino superior e empregabilidade

Historicamente, a média de jovens desempregados no Brasil sempre foi mais alta. Apesar desse cenário, o ensino superior continua sendo um grande diferencial na empregabilidade nos primeiros anos de vida profissional.

Dados da Pnad Contínua apontam que o desemprego entre pessoas com ensino superior completo é de 7,0%. Ou seja, estudantes e egressos do ensino superior contam com maior empregabilidade em relação às pessoas com ensino médio completo.

Ter uma graduação não só reduz a chance de desemprego, mas também implica em uma remuneração maior. De acordo com a segunda edição da Pesquisa de Empregabilidade do Brasil, realizada pela Symplicity em parceria com o Semesp, 24,1% dos alunos egressos tiveram melhorias salariais após a graduação.

A mesma pesquisa ainda aponta que, para metade dos alunos, ter ingressado em um curso de ensino superior contribui para a manutenção do emprego durante os períodos de crise. Além disso, cerca de 90% dos estudantes acreditam que o diploma universitário aumenta as chances de conseguir uma melhor colocação no mercado de trabalho.

Porém, mesmo que o ensino superior seja um diferencial na empregabilidade, a crise ocasionada pela pandemia de COVID-19 também afetou esses profissionais. Diversos estudantes ou egressos perderam seus empregos ou tiveram o salário e a carga horária reduzidos.

Com isso, diversas IES já estão lidando com a alta nas taxas de abandono e mensalidades em atraso. Segundo um levantamento do Semesp, a taxa de evasão no ensino superior privado foi de 10,1% no primeiro semestre de 2020. Já a taxa de inadimplência no mesmo período foi de 11%.

Em meio a incertezas quanto à retomada do crescimento econômico e do retorno das aulas presenciais, é importante que as instituições de ensino encontrem formas de auxiliar alunos e ex-alunos a enfrentarem as altas taxas de desemprego.

Como a IES pode ajudar na colocação profissional de alunos e egressos

Em tempos de crise, os mais jovens — que já trabalham ou estão prestes a entrar no mercado — estão entre os que mais sofrem com o desemprego. Falta de qualificação e experiência estão entre as dificuldades enfrentadas por eles.

Mas a empregabilidade não precisa depender exclusivamente da competência do estudante em gerir a própria carreira. As IES podem ajudá-lo a superar esses desafios, facilitando a colocação profissional de alunos e egressos.

Confira, abaixo, algumas das ações que as IES podem colocar em prática:

Promova a qualificação profissional

Um dos papéis da IES é auxiliar os estudantes na qualificação profissional e no aumento da empregabilidade. Uma das maneiras de fazer isso é oferecendo atividades práticas para que os alunos se familiarizem melhor com as exigências do mercado de trabalho.

A IES pode organizar workshops, seminários e palestras com empresas e especialistas. Dessa maneira, os alunos podem conhecer um pouco mais as possibilidades que a carreira escolhida oferece e as principais exigências do mercado.

Outra possibilidade estão as oficinas e atividades práticas focadas no desenvolvimento das habilidades mais valorizadas pelo mercado. Além do conhecimento técnico segmentado para cada carreira, o profissional de hoje também é cobrado por suas competências comportamentais. Assim, é importante promover exercícios que estimulem a criatividade, resolução de problemas, negociação, flexibilidade e trabalho em equipe.

Serviços de apoio aos alunos

Para alguns estudantes, a graduação representa o primeiro contato com o mercado de trabalho. Em um momento como esse, é normal que o jovem se sinta inseguro e tenha dúvidas sobre como planejar sua carreira e se manter competitivo perante o mercado.

Nesse sentido, as IES podem auxiliar os jovens oferecendo serviços de planejamento de carreira e apoio durante e após a vida universitária. Para isso, aposte na construção de um escritório de carreiras, que servirá de ponte para o relacionamento entre o estudante (ou egresso) e o mercado de trabalho. Ofereça atividades como oficinas de preparação de currículo, simulação de entrevistas e mentorias durante o período de estágio ou trainee.

Aproximar alunos e empregadores

Outra maneira de as IES ajudarem alunos e egressos a enfrentarem as taxas de desemprego é facilitando o contato com empregadores, levando o mercado de trabalho para dentro da academia.

As feiras de carreiras, por exemplo, são excelentes oportunidades para que os estudantes conheçam todas as possibilidades de atuação da carreira escolhida, além de entrar em contato com empregadores.

Essa aproximação com o mercado de trabalho também pode ser conquistada com a divulgação, por parte da instituição, de vagas de estágio, trabalho ou trainee. Parcerias com empresas para a contratação de estudantes também é outra maneira de aumentar a empregabilidade e a experiência dos alunos.

Estímulo ao empreendedorismo

Com tantas incertezas em relação ao mercado de trabalho tradicional, muitas pessoas têm buscado o empreendedorismo como alternativa profissional. Entre os universitários, por exemplo, 77% sonham em abrir o próprio negócio.

Nesse sentido, as instituições de ensino podem servir como espaço para o estímulo ao empreendedorismo e orientação para os jovens que buscam empreender.

Além da oferta de disciplinas de empreendedorismo na grade curricular, o desenvolvimento de ações de estímulo ao empreendedorismo e qualificação em tecnologias digitais é muito importante.

Entre as estratégias mais eficientes estão as incubadoras de startups. Esse tipo de iniciativa consiste em oferecer a estrutura necessária para a criação e fortalecimento de novos negócios, especialmente os digitais, aumentando as chances de sobrevivência dos mesmos.

Conclusão

A empregabilidade de alunos e egressos será um dos maiores desafios das IES em 2021. Os efeitos da crise econômica ainda serão sentidos por algum tempo no mercado de trabalho, dificultando a colocação profissional dos mais jovens.

Felizmente, as IES têm o poder de transformar essa realidade e ajudar os estudantes a enfrentarem as altas taxas de desemprego. Para isso, é preciso investir em planejamento estratégico e diversificação da atuação, com foco em ações que promovam a qualificação e a orientação profissional.

Além das estratégias apresentadas neste texto, é importante contar com uma plataforma que permita o controle e escalabilidade das ações, envolvendo alunos, egressos, docentes e empregadores que se relacionam com a IES.

Iniciar um projeto de empregabilidade e que atenda às necessidades dos estudantes e do mercado de trabalho é um grande desafio. Mas, com uma estratégia bem estruturada e o apoio das ferramentas certas, é possível auxiliar os alunos a entrarem no mercado de trabalho.

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Com a Simplicity, você ainda recebe auxílio para implementar e otimizar projetos de carreiras totalmente digitalizados. Assim, gestores conseguem ter uma visão ampliada do engajamento dos alunos e dos resultados das ações implementadas.

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