Os destaques do webinar “Desenvolvendo a Inteligência Emocional dos alunos e o papel do Escritório de Carreira”

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Tudo o que rolou no webinar “Desenvolvendo a Inteligência Emocional dos alunos e o papel do Escritório de Carreira”

No dia 24 de junho, a Symplicity realizou mais um webinar buscando o compartilhamento de boas experiências e fortalecimento do conhecimento entre as Instituições de Ensino Superior (IES).

Entre os participantes, estavam representantes da Universidade Algarve (UALg), de Portugal, e do Instituto Mauá de Tecnologia, de São Paulo.

Eles apresentaram como as instituições estão lidando com o desenvolvimento da Inteligência Emocional dos alunos e o papel do escritório de carreira.

Participaram do encontro:

  • Gustavo Rattay, consultor estratégico da Symplicity;
  • Luana Mello, doutoranda em Psicologia da Faculdade Ciências Humanas e Sociais (FCHF) da Universidade Algarve (UALg), em Portugal;
  • Claudia Facca, designer, educadora e pesquisadora em Design, mestre e doutora em Design e docente no Instituto Mauá de Tecnologia;
  • Gabriela Azevedo, psicóloga pela PUC-SP, mestre em Psicologia e orientadora de carreira do Instituto Mauá de Tecnologia;
  • Thais Bagatim, psicóloga pela Universidade Nove de Julho e orientadora de carreira do Instituto Mauá de Tecnologia.

Soft skills: o grande diferencial do profissional do futuro

Para dar início às apresentações, o consultor estratégico da Symplicity, Gustavo Rattay, falou sobre como as soft skills são o grande diferencial do profissional do futuro.

Segundo o que é possível observar do mercado de trabalho, as habilidades socioemocionais são a chave para o sucesso na carreira e também para que o profissional seja feliz. Por isso, é fundamental que ele as conheça e as desenvolva.

Dentro deste universo, as instituições fazem parte desta formação complementar do aluno que vai além da parte teórica, permitindo que ele transforme sua experiência e aprendizado no mercado de trabalho.

Para a Symplicity, a área de carreira é estratégica para as instituições de ensino. Dessa forma, trabalha a empregabilidade em seis pilares para que as universidades identifiquem o local em que seja ideal para colocar energia e ter resultados. São os pilares:

  • preparação de carreiras;
  • relacionamento com o mercado de trabalho
  • estágios;
  • tecnologia;
  • áreas e staff;
  • indicadores de acompanhamento.

É a partir desses pontos que a Symplicity considera possível entender e utilizar a informação na construção das melhores estratégias pelas instituições de ensino.

Compartilhando o desenvolvimento da inteligência emocional 

Buscando conhecer a relação dos participantes com o tema, Gustavo Rattay fez uma rápida consulta online com os presentes no webinar.

Foi questionado se as instituições deles possuíam alguma iniciativa específica para o desenvolvimento de soft skill de alunos. Os resultados foram os seguintes:

  • 53% sim;
  • 33% não;
  • 13% não sei.

O consultor esclareceu que essa dinâmica visa demonstrar como é importante que esse processo seja compartilhado e entendido por todos para que seja uma prática institucional efetiva.

Ele destacou ainda que são quatro as etapas que as universidades devem seguir para atuar com qualidade:

  1. Definição de uma matriz de competências;
  2. Desenvolvimento de alunos;
  3. Relacionamento com o mercado de trabalho;
  4. Suporte e orientação de docentes.

Dentre as etapas, o desenvolvimento de alunos tem como objetivo oferecer recursos e espaços para que o aluno reflita sobre suas competências e trabalhe isso.

Competências para a vida

Dando sequência nas apresentações dos convidados, Luana Mello contou de como foi os primeiros passos dados pelo curso “Competências para a Vida”, desenvolvido por ela durante o doutorado na Universidade Algarve (UALg), em Portugal.

A mesma experiência também é compartilhada por sua atuação como psicóloga júnior no Gabinete de Apoio Pedagógico da instituição.

A psicóloga explicou que o “Competências para a Vida” é um curso online com vídeos temáticos, tarefas semanais e material complementar com duração de um mês, totalizando 20h e que conta com tutoria eletrônica (moodle).

Além disso, são quatro módulos pensados para serem desenvolvidos nos três anos de licenciatura.

Em sua observação sobre o projeto, ela constatou que o desenvolvimento de competências deve ser retroalimentado e contínuo pela instituição de ensino, professor, empresa e aluno.

Por não ter uma ordem definida, não pode ser representado por um funil invertido dando prioridade a qualquer etapa.

Luana Mello usou na sua apresentação o slogan “Carreira e vida, tudo junto e misturado” para dizer que soft skills são importantes também para vida — não apenas para o trabalho.

Ela destacou que o aluno deve ser o protagonista da sua vida, entrelaçando as experiências com seus valores, avaliando o que foi feito até então e dando significado ao que foi aprendido.

Além do desenvolvimento de habilidades emocionais ser uma tendência global, a doutoranda reforçou que as competências comportamentais e sociais devem ser priorizadas pelas instituições .

Afinal, o aluno de hoje será amanhã seu colega de trabalho, o professor ou mesmo o empreendedor.

Finalizando sua apresentação, ela faz um convite para que instituições de ensino e profissionais queiram trabalhar cada vez mais as competências transversais.

Assim, é possível alcançar a melhoria de vida das pessoas, o que certamente terá bons resultados na evolução profissional.

Um iceberg chamado competências

Claudia Facca, do Instituto Mauá, trouxe para o encontro a apresentação das competências como uma analogia ao iceberg.

Na parte visível — ou seja, acima da água — estão as habilidades técnicas (hard skills), enquanto as submersas são as competências comportamentais (soft skill).

A partir desta imagem, ela trabalhou as inúmeras características as quais ambas partes se opõem, mas permanecem juntas em um mesmo bloco de gelo.

Ao final, concluiu que as habilidades são condições dinâmicas de acordo com o tempo e, por isso, não podem ser definidas como a mais importante no presente.

No entanto, Claudia Facca disse que é necessário que as IES trabalhem três pontos para que seja possível construir algo que seja inovador com equilíbrio nas experiências do aluno para o alcance do emprego:

  1. Viabilidade;
  2. Factibilidade;
  3. Desejabilidade.

Ainda, a designer contou que esta forma de trabalho, que é semelhante a um tripé, é muito presente no Instituto Mauá e também possível de ser visualizada na integração dos cursos de Engenharia, Administração e Design.

A Academia de Talentos do Instituto Mauá

Complementando a fala do Instituto, a psicóloga Gabriela Azevedo apresentou como a instituição vivencia o escritório de carreiras. Lá, este suporte foi denominado de Academia de Talentos e, apesar de ser recente (2018), tem desenvolvido muitas atividades, como:

  • atendimento individual;
  • workshops, oficinas e palestras;
  • cursos semestrais;
  • portal com tutoriais e informações;
  • relacionamento com empresas;
  • roda de conversa com executivos para compartilhar trajetórias profissionais;
  • parceria com os professores para dar atividades para os alunos e se apresentarem como profissional.

A orientadora de carreira, Gabriela Azevedo, explicou que são cinco as competências socioemocionais desenvolvidas na Academia:

  • autorregulação;
  • tomada de decisão;
  • relacionamento interpessoal;
  • consciência social;
  • autoconhecimento.

O trabalho acontece com o aluno frente a ele mesmo, à família e à faculdade, para um envolvimento com o todo.

Ela compartilhou que, apesar de o projeto não ter sido pensado para o funcionamento online, ele deu muito certo uma vez que a pandemia forçou a migração do aprendizado para a modalidade de ensino a distância.

Ela destacou o alcance de 2.768 pessoas participando de webinars e lives no último ano, considerando que o Instituto é uma instituição pequena e com apenas três área de atuação.

Gabriela Azevedo acredita que parte do sucesso está relacionado à comunicação com os alunos, que é feita por meio do Instagram e LinkedIn. Nas páginas, são compartilhadas dicas, divulgação de vagas de estágios e diversos trabalhos.

O fechamento da participação do Instituto Mauá foi feito pela psicóloga Thais Bagatim. Ela incrementou dizendo que o resultado obtido também se deve à flexibilidade de adaptar à realidade dos alunos.

Symplicity e o desenvolvendo a inteligência emocional dos alunos

O papel da Symplicity é apoiar as instituições de ensino superior no desenvolvimento da inteligência emocional dos alunos, oferecendo tecnologia, serviços e conteúdo para promover o fortalecimento da comunidade.

Por meio de suas soluções, a Symplicity busca fazer com que as IES estejam presentes na vida dos alunos e egressos para além da sala de aula, ajudando jovens e adultos na transição do aprendizado para o mercado de trabalho.

Entre em contato conosco e veja como a Symplicity pode ajudar a sua instituição de ensino!

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