O papel da IES na promoção da diversidade no mercado de trabalho

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Diversidade traz ótimos resultados ao mercado de trabalho e à sociedade. Como a IES pode fazer a sua parte?

 

A diversidade e a inclusão são dois assuntos que se tornaram, ainda bem, quase que obrigatórios em diversos âmbitos da sociedade nos últimos anos. O mercado de trabalho é um dos principais. 

 

Entenda neste artigo como a IES pode contribuir na promoção da diversidade no mercado de trabalho, tornando-a parte das estratégias de empregabilidade.  

 

Na prática: resultados da diversidade no mercado de trabalho

 

Há quem diga que é consenso entre pesquisadores e especialistas em negócios que, empresas com diversidade na equipe, são mais inovadoras e têm melhores resultados no mercado. 

 

Isso porque há diversas pesquisas que sustentam o fato. O estudo Getting to Equal 2019 da Accenture, por exemplo, já apontava que empresas que contam com uma cultura inclusiva, possuem uma mentalidade inovadora seis vezes maior. 

 

Naquele mesmo ano, um levantamento da consultoria McKinsey revelou que empresas que promovem igualdade de gênero em cargos de liderança, tendem a aumentar o resultado financeiro em 25%. Enquanto empresas que investem na diversidade étnico-racial, podem ganhar até 36% mais.

 

O que não mudou muito neste ano. O Instituto Ethos averiguou junto à McKinsey que, a nível global, 36% das empresas com práticas de inclusão étnica-racial, e 25% daquelas que incluem mais mulheres em suas equipes, alcançam melhores resultados financeiros.

 

Já na América Latina, chama atenção o resultado das (poucas) empresas nas quais a presença feminina é predominante: 93% delas lucram mais. Ao passo que 24% dos empregadores que praticam a inclusão étnica-racial, também se destacam financeiramente, assim como 15% daqueles que contam com funcionários abertamente LGBTQIA+. 

 

O Guia Exame de Diversidade deste ano, iniciativa da Exame com base na metodologia do Instituto Ethos, mostrou ainda outros resultados deste cenário no Brasil. Das 192 empresas inscritas na terceira edição do guia, 84% afirmam promover a diversidade e a inclusão como um meio sustentável para obter resultados positivos nos negócios. 

 

Outras 83% indicam melhoria do clima organizacional; 81%, de atração e retenção de talentos; e 73%, de aumento de produtividade e de pesquisa e desenvolvimento de produtos ou serviços.

 

A conexão entre o ensino superior e o mercado de trabalho na promoção da diversidade

 

Algumas empresas começaram a se mexer para que suas vagas chamassem atenção de profissionais com perfis diversos.

 

É o caso da própria McKinsey. As vagas da consultoria atraía em grande parte engenheiros homens. O não acesso a outros perfis, seja de gênero, etnia, de diferentes níveis socioeconômicos ou momentos de carreira, começou a incomodar. 

 

O resultado foi disponibilizar uma seleção para universitários, recém-formados ou profissionais com até dez anos de experiência interessados em migrar para a área de consultoria, convidando-os a compartilhar pontos de vista complementares. 

 

Outras, vão direto na fonte em busca da inclusão. A farmacêutica Merck foi destaque no Guia Exame de Diversidade deste ano justamente por isso. 

 

O braço brasileiro da empresa alemã tem parcerias com instituições de ensino para recrutar pessoas com deficiência e vão além: fora o recrutamento, toda a empresa passa por treinamento para facilitar a integração desses profissionais ao dia a dia da companhia. 

 

A Universidade de São Paulo (USP) também está fazendo sua parte na promoção da diversidade no mercado de trabalho. Trata-se da parceria com a Universidade Zumbi dos Palmares (Unipalmares), que busca incentivar a igualdade racial no ambiente corporativo.

 

Mas ainda há um longo caminho a ser percorrido… 

 

Ainda que tais resultados de fato tenham grande relevância, o caminho a ser trilhado para chegar ao cenário ideal quando o assunto é diversidade é bastante longo.

 

Para se ter uma ideia, as startups brasileiras têm participação de apenas 6% de negros, enquanto 29% do quadro de funcionários se declaram pretos. 

 

E uma em cada quatro startups (26,6%), não têm nenhuma mulher na equipe, apurou o Mapeamento de Comunidades 2020, da Associação Brasileira de Startups (Abstartups). 

 

Não fosse a flexibilização do local de trabalho acelerada pela pandemia, outro fator diretamente ligado à promoção da diversidade nas empresas é o que se pode chamar de determinismo geográfico

 

Os pólos de inovação estão concentrados em alguns poucos centros urbanos do país e mesmo neles, a desigualdade de mobilidade vem à tona. 

 

Estudantes que moram nas periferias de São Paulo, por exemplo, podem gastar até quatro vezes mais tempo em deslocamentos para o trabalho. 

 

A promoção da diversidade ganhou força em muitas empresas, aliás, muito por conta do trabalho remoto e a possibilidade de contar com equipes compostas por talentos de diferentes backgrounds, o que deve ser mantido com a flexibilização do trabalho. 

 

Daí surge um novo olhar à inclusão, à segurança, ao bem-estar e, naturalmente, à produtividade nas equipes. 

 

A diversidade nas estratégias de empregabilidade da universidade

 

Se promover a diversidade e tornar as carreiras mais democráticas em questão de gênero, étnica-racial, LGBTQIA+ e de Pessoas com Deficiência (PCD) é responsabilidade de todo o ecossistema, como a IES pode fazer a sua parte? 

 

Por meio do setor de carreiras! Junto aos recursos facilitadores como bolsas de estudo, por exemplo, é extremamente importante que esta área esteja atenta à movimentação de empresas inovadoras. 

 

A ideia é mapeá-las e organizar seus contatos em uma base. A partir disso, estabelecer um relacionamento contínuo e sólido. 

 

A empresa que promove diversidade, pode tornar-se grande aliada nessa missão. Já as que não o fazem, por que não mostrá-las que investir em uma equipe diversa pode trazer ótimos resultados para todos os envolvidos, conectando o melhor aluno à sua vaga?

 

Em todo caso, levar a empresa para dentro da universidade por meio de feiras de carreira, sessões de informação e mentoria, eventos, além de disponibilizar um portal de vagas, é essencial para envolvê-las nas estratégias de empregabilidade da instituição. 

 

Assim, a visibilidade aos alunos e egressos é facilitada, ao passo que a IES, além de contribuir com a promoção da diversidade no mercado de trabalho, também saiba com antecedência sobre as competências exigidas, oferecendo todo o suporte necessário ao corpo discente. 

 

O mesmo que mais de 50 instituições brasileiras que confiaram nas soluções da Symplicity já fizeram: conectar estrategicamente o ensino superior ao mercado de trabalho. 

 

Como a Symplicity pode tornar esse processo mais ágil e efetivo

 

Com as soluções da Symplicity, as IES conseguem fazer simulações de entrevista de emprego, criar feiras virtuais de carreira, promover sessões de informação, gerenciar a participação dos alunos e egressos, criar bancos de currículos e muito mais.

 

Assim, as instituições atuam como facilitadoras do processo, contribuindo para a empregabilidade dos alunos e egressos, e solidificando o relacionamento com as empresas na universidade.

Quer saber como implementar essas estratégias na sua instituição? Entre em contato conosco!

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