Por que o Lifelong Learning não é uma mera tendência?

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Pesquisa alerta virada de chave ao setor de carreiras das IES 

Não é de hoje que o Lifelong Learning é a aposta dos maiores especialistas em desenvolvimento de carreiras no século 21, e até por isso figura como item obrigatório em listas de tendências do mercado de trabalho mundo afora. 

O conceito questiona a efetividade do modelo tradicional de educação que vigorou ao longo do século 20, incentivando à educação contínua. E este é um papel basilar do setor de carreiras da Universidade.

Leia neste artigo um breve histórico deste conceito, por que mais do que uma mera tendência, é uma filosofia de carreira (e vida), e como o setor pode auxiliar alunos e egressos a aderirem à cultura de aprendizagem.

 

Um breve histórico 

Em vista das demandas da sociedade, lá nos anos 1960 o Conselho da Europa já propunha uma educação permanente. 

Algum tempo depois, em 1973, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) lançou o manifesto Recurrent Education: A Strategy of Lifelong Learning, propondo a conjugação do trabalho e da educação ao longo da vida. 

A ideia era a de que a aprendizagem deve ser promovida não apenas na sala de aula, mas também em ambientes informais. 

Ainda que o conceito de Lifelong Learning exista já há algum tempo, a ideia da educação contínua para desenvolvimento de carreira foi aplicada na prática só mais recentemente, há poucos anos, tornando-se não só uma tendência, mas uma necessidade.  

 

Por que, hoje, não se trata de tendência, mas necessidade?

É verdade que a pandemia de Covid-19 acelerou algumas mudanças que já vinham sendo pavimentadas. Mas além disso, dois fatores se destacam: tecnologia e longevidade. 

Como se sabe, a tecnologia é um caminho sem volta. E a velocidade com que surgem novas tecnologias, tornou obrigatório aos profissionais desenvolver determinadas competências, independentemente da área de atuação. 

Isso também implica no surgimento de novas profissões, ao passo que outras são descontinuadas. 

Na prática, os profissionais de hoje já sentem na pele a exigência das tech skills para melhor colocação profissional, enquanto o avanço da digitalização dos negócios também explica o apagão atual de mão de obra qualificada. 

Nesse sentido, é algo que o setor de carreiras da IES pode antecipar aos alunos e egressos em sua preparação profissional, ainda que seja seguro afirmar que se trata de uma skill inerente à Geração Z, a geração seguinte de profissionais. 

No que tange à longevidade, trata-se principalmente da dificuldade que o brasileiro enfrenta hoje para se aposentar. Mas não só. 

De acordo com a psicóloga britânica Lynda Gratton, que estuda o impacto do aumento da expectativa de vida na sociedade, hoje a trajetória profissional compreende um período multiestágio, diferentemente dos apenas três estágios que outrora estabeleceu: estudo, trabalho e aposentadoria. 

Gratton defende que esse período multiestágios é dotado de fases que se confundem e se misturam. 

 

A virada de chave que compete ao setor de carreiras da IES

Não é por acaso que o conceito de Lifelong Learning foi aplicado na prática só mais recentemente. 

Dados de uma pesquisa do ano passado realizada pela consultoria Deloitte alertam que é preciso virar a chave daquilo que hoje, figura como uma cultura entre os profissionais, por assim dizer.

Cerca de 73% acredita que a responsabilidade pelo seu desenvolvimento profissional é dos empregadores. Em vista das soft skills e sobretudo da autogestão que a flexibilidade do trabalho demanda hoje, trata-se de um erro. 

Autor do livro Lifelong Learners – o poder do aprendizado contínuo, o especialista em educação corporativa Conrado Schlochauer justifica que cabe ao profissional (leia-se aluno e egresso) ter a iniciativa de aprendizagem autodirigida, independente dos empregadores, indo ao encontro daquilo que a OCDE manifestou em 1973.  

Isto é, aproveitar oportunidades informais de adquirir conhecimento, beneficiando-se principalmente da era dos conteúdos gratuitos, dos podcasts, dos documentários em streaming, dos vídeos no YouTube, das plataformas de cursos online, além do bom e velho livro, entre outros.

O que não deve ser confundido com autodidatismo. A autodireção diz respeito à capacidade de criar estratégias de aprendizado a partir da identificação de necessidades de desenvolvimento, defende o autor.

Ou seja, competências essenciais para tanto é a curiosidade, o autoconhecimento e a coragem de assumir as rédeas da própria carreira.

Desta forma, a orientação para o aluno e egresso pode ser baseada em dois pilares: buscar a capacidade de fazer aquilo que se deseja, e identificar como essas habilidades ajudarão seus objetivos de vida e carreira. 

 

Como a cultura do Lifelong Learning pode fomentar estratégias de empregabilidade da IES 

Apropriando-se da informalidade de aprendizagem, há ainda outros meios para adquirir conhecimento além daqueles já mencionados, que podem proporcionar aos alunos e egressos uma preparação de carreira (e vida) mais completa e apta à empregabilidade.

Ainda segundo Conrado Schlochauer, se o objetivo é aprender sempre, existem outras fontes menos óbvias: 

  • Pessoas;
  • Experiências; 
  • Redes. 

No que diz respeito à primeira fonte, nada mais é do que, ao identificar aqueles que têm conhecimento e experiências que podem somar ao processo de aprendizagem, propor diálogos, ativando uma escuta ativa.

Quanto às Experiências, é sobre buscar atividades e vivências que possam complementar o conhecimento, criando um espaço de experimentação prática a fim de alcançar o aprendizado.  

Já as Redes, seriam os grupos sociais que compõem os diferentes âmbitos da vida e proporcionam trocas, engajamento, relacionamentos e até uma pequena pressão social positiva. Esses grupos renovam as outras fontes, que por sua vez oferecem novos conteúdos, experiências e pessoas em uma cadeia. 

 

O papel da Symplicity na estruturação deste plano 

Incentivar alunos e egressos ao Lifelong Learning faz, sim, parte do plano pedagógico da IES, mas sobretudo de estratégias de empregabilidade. A Symplicity auxilia a instituição a aplicá-las na prática, de forma a concatenar tais estratégias ao plano pedagógico. 

Seja na implementação da área de carreiras ou no seu remanejamento, começando pela consultoria especializada para implantar inovação neste setor da instituição.

Com o auxílio da tecnologia de um Career Services Manager (CSM) robusto, criado a partir de insights das principais instituições do mundo, é possível estruturar a área de forma completa, criando processos que realmente ajudem os estudantes a percorrerem o caminho até o mercado de trabalho.

Tudo isso durante e após a graduação, para que usufruam dos benefícios do Lifelong Learning e nesse sentido, olhar para o egresso pode ser um ponto-chave na estratégia de carreira e especialização. 

Com isso, amplia-se o índice de empregabilidade otimizando resultados. Ficou interessado em nossas soluções? Entre em contato e veja como podemos impulsionar a instituição de ensino superior!

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