Saiba como foi o webinar Symplicity sobre inovação em áreas de carreiras com a Unifor e USP.

Avatar

No último dia 26 de maio, aconteceu o webinar da Symplicity “Inovação em áreas de carreiras como chave de sucesso para IES em 2021”. O evento apresentou experiências de instituições de ensino superior que são referência no Brasil e mostrou como as IES devem se preparar para trabalharem a inovação como parte do plano estratégico.

O evento mediado pelo consultor estratégico da Symplicity, Gustavo Rattay, contou com a participação dos seguintes convidados:

  • Alessandra Alcântara, coordenadora do Programa de Desenvolvimento Profissional em Educação da UNIFOR;
  • Karol Mota, professora e gestora de Carreira na UNIFOR;
  • Humberto Felipe, professor da Escola de Engenharia de Lorena – USP;
  • Ana Beatriz Albanez, líder de Negócios da FEJESP.

Confira os destaques do que aconteceu!

Bases para a inovação nas áreas de carreira

A abertura do webinar foi realizada por Gustavo Rattay, que fez um breve resumo de um artigo da National Association of Colleges and Employers (Nace). Intitulado “The future of career services is now”, trouxe informações sobre a evolução dos Escritórios de Carreiras nos Estados Unidos. 

Na apresentação, o período que ganha destaque é entre os anos de 1970 e 1990, no qual há uma grande mudança na visão do mercado. É a partir daí que o aluno passa a ser responsável por sua colocação profissional, característica que é repercutida até hoje.

Com isso, define-se que o futuro de carreira no aspecto inovação deve percorrer quatro pontos principais: 

  • colaboração: consiste em encontrar as diferentes maneiras de colaborar entre as áreas e trabalhar em conjunto, aluno, professor, empresa;
  • equipe: por não haver um modelo fixo para desenvolver carreira, são as equipes que lideram esse processo de transformação e as responsáveis por fazer dar certo. Por isso, precisam ter de mindset, ser estratégicas e agir corretamente com o planejado;
  • dados: é essencial trabalhar melhor as informações coletadas e analisar os dados para entender e identificar onde agir. São tais requisitos que dão as instituições a oportunidade de contar histórias;
  • tecnologia: deve ser inovadora, aprimorada e integrada. Por lidarem com públicos diversos que têm contato com a tecnologia é fundamental trabalhar com ela.

Na sequência, a professora e gestora de Carreira da UNIFOR, Karol Mota, comentou que as informações compiladas no artigo vão de encontro a tudo que a UNIFOR e seus colaboradores têm desenvolvido.

“Trabalhando dessa forma, alcançamos um resultado coletivo, que atende os alunos, o mercado e a comunidade,” destacou. 

Ela também fez uma introdução para a exposição da coordenadora do Programa de Desenvolvimento Profissional em Educação da UNIFOR, Alessandra Alcântara.

O destaque ficou para o conceito de articulação e para o papel do docente no desenvolvimento de ferramentas de empregabilidade na IES.

O sucesso está em focar nos pilares 

Em sua primeira fala, Alessandra Alcântara fez um gancho, dizendo que o pilar da empregabilidade está em olhar na formação do sujeito. Além disso, deve-se considerar que a carreira é um sonho, porém, também uma construção de vida.

Nessa perspectiva de promover serviços voltados para a carreira, é necessário avaliar o perfil do professor, da equipe, de quem estará ao lado do estudante, que é o foco da ação.

“O conceito de colaboração deve ser ampliado para integração entre os envolvidos nesta jornada. Dessa forma, os processos da universidade têm que ser algo cultural,” afirmou.

E, diante disso, pontuou três campos de atuação que devem estar bem articulados. Assim, há como lidar com o desafio que é estreitar a relação entre desenvolvimento de competências profissionais e as demandas do mercado de trabalho. Veja:

  1. Currículo — voltado para o desenvolvimento de competências;
  2. Docente — importante articulador na realização do currículo;
  3. Área de Carreiras — ações institucionais para o desenvolvimento de carreira dos alunos.

No primeiro ponto abordado pela especialista, ela definiu que o currículo deve ser composto por quatro partes: significado, experiência, complexidade e competências de vida. Ela deu destaque para a última, uma vez que elas vão além de competências técnicas.

“o mercado tem exigido algumas como flexibilidade, liderança, habilidade na comunicação e proatividade,” listou. 

A respeito do docente, Alessandra ressalta a mudança acontecida no foco da responsabilidade pela carreira do professor para o aluno. Porém, coloca a formação do mestre como ponto focal para a articulação estratégica no alcance de resultados. 

É ele quem promoverá experiências e incentivará pesquisas para participação do aluno em ações para o desenvolvimento da carreira, fechando, assim, o terceiro campo de atuação.

A percepção do professor na sala de aula

O professor da Escola de Engenharia de Lorena – USP, Humberto Felipe, também destacou o papel do tutor como um dos requisitos para se inovar na área de carreiras.

Segundo ele, é preciso que o provedor de conteúdo para a classe se reinvente, pois os alunos são os próprios agentes de transformação. 

O especialista contextualizou que a pandemia foi uma janela de oportunidades, considerando que estes profissionais foram obrigados a sair da zona de conforto para ensinar. 

Ele trouxe para o webinar o exemplo da disciplina Projetos Especiais em Gestão da Inovação, desenvolvida por ele na USP. Nela, há o envolvimento de uma empresa multinacional, três monitores, 13 professores e 70 alunos de unidades diferentes da universidade.

A matéria consiste em trabalhar três cases da empresa em busca de soluções. No entanto, não há resposta certa ou errada.

Com orientação de professores de áreas diferentes, as equipes estudam, apresentam e avaliam as propostas, chegando a uma opção final e melhorada. Ao fim, os projetos são apresentados para a empresa, que decide se é bom para ela ou não.

Nessa disciplina, os monitores são responsáveis por trabalharem o relacionamento entre o professor e aluno. Esse é um diferencial para trabalhar a articulação e colaboração, conceitos presentes na inovação.

Com a experiência vivida e narrada, o professor Humberto Felipe acredita que os “métodos ativos proporcionam uma vida profissional melhor para o aluno”.

A visão do aluno que vivencia metodologias ativas

Fechando as apresentações do evento, houve a participação da líder de Negócios da FEJESP, Ana Beatriz Albanez. Ela é aluna de Engenharia Química e complementou os métodos aplicados pela USP, considerando seu ponto de vista como aluna e monitora da disciplina. 

Uma informação apresentada pela aluna foi a nota de 8,2 dada para a percepção dos alunos em nível de ganho de aprendizado e de 8,1 como net promoter score (NPS) para o modelo vivenciado. Sendo o máximo 10, indica alto grau de satisfação.

Ela falou sobre o que todo aluno espera quando está em uma IES, utilizando-se como referência. Para isso, citou o inconformismo com o ensino tradicional, o desejo por desenvolver habilidades sociocomportamentais e aprender com casos práticos e reais do mercado.

Ana Beatriz reforçou que há oportunidades de que podem ser situações positivas para o desenvolvimento da carreira. Ou seja, a imprevisibilidade da vida, como a pandemia, pode criar  rotas e caminhos.

Diante disso, ela sugere que uma boa estratégia começa com o apoio do docente e passa a ser focado no aluno, assim como já pontuado pelos demais convidados.

E lista um resumo para que as instituições de ensino possam inovar e alguns Insights para sua execução:

  1. Fazer um bom diagnóstico da situação, o que o aluno quer?
  2. Mapear a jornada do consumidor do aprendizado. Como ele faz suas atividades e como tornar isso mais fácil?
  3. Analisar sua capacidade SWOT. Verificar e ofertar o que tem de melhor para passar para o aluno.
  4. Definir uma solução para um plano de ação.
  5. Aprender com os erros.

Insights

  • Convidar profissionais de mercado para participar das aulas/. 
  • Fazer oficinas para que o aluno atue com ferramentas presentes no dia a dia do trabalho.
  • Criar incentivos empresariais para que os alunos participem delas, como empresas juniores entre outros projetos.

“Nós estamos aqui para abrir novos caminhos para as próximas gerações por meio do desenvolvimento de habilidades pelos alunos e networking. Buscamos novas soluções para o mercado e para a sociedade e, da mesma forma, atrair talentos para as empresas,” concluiu Ana Beatriz.

Colocando em prática com a Symplicity

O webinar destacou a importância de uma estratégia de carreiras e focada em empregabilidade para as IES. Com esses conhecimentos, já é possível entender a necessidade de estruturar essa área e de considerar as inovações a ela atreladas.

Para colocar tudo em funcionamento, é possível contar com a Symplicity, que tem, entre seus pilares de atuação, uma relação muito próxima com a inovação. Quer saber mais sobre nosso trabalho? Fale conosco e descubra o que oferecemos!

Deixe um Comentário